Fruet age para garantir continuidade do transporte pela Hidrovia Paraguai–Paraná

Andréa Haddad | Gcom-MT
Andréa Haddad | Gcom-MT

O deputado federal Gustavo Fruet (PDT/PR) está tomando providências para garantir a continuidade do Acordo de Transporte Fluvial pela Hidrovia Paraguai – Paraná (HPP), assinado pelo Brasil e os vizinhos Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai em 26 de junho de 1992 (Acordo de Santa Cruz de la Sierra).

A interrupção do acordo traria sérios prejuízos ao Brasil e, principalmente, ao Paraná, já que parte da produção agrícola do estado é escoada pela HPP para os países vizinhos.

O Oitavo protocolo – firmado em 9 de março de 2018 – prevê que a partir do dia 13 de fevereiro de 2020  a vigência do tratado se torna indefinida.

Fruet sugere ao Governo Federal para que tome providências para internalizar o Oitavo Protocolo. Para que tenha valor jurídico o protocolo adicional deve ser internalizado pelo governo brasileiro. O que ainda não ocorreu.

“A importância econômica da Hidrovia Paraguai – Paraná (HPP) é flagrante para todos os países envolvidos, principalmente para o Brasil. Hoje movimentamos aproximadamente 4.5 milhões de toneladas por ano pela HPP. Daí a importância de resolvermos essa questão o mais breve possível”, explica Fruet.

A Hidrovia compreende os rios Paraguai e Paraná, desde o município de Cáceres-MT até Nova Palmira, no Uruguai, com aproximadamente 4.000 km de extensão, onde se encontram 21 portos públicos e 89 terminais de uso privado. Sua área de influência nos cinco países impacta 25 milhões de habitantes.

A capacidade de transporte da HPP em alguns trechos chega a permitir que um único comboio 5×5 transporte, de uma só vez, a carga equivalente a 535 vagões ou 750 caminhões.

“O transporte hidroviário é a opção mais racional para o transporte desse tipo de carga. O custo de transporte de graneis sólidos agrícolas pela HPP é metade do custo de se utilizar ferrovias e um quarto do custo imposto pelo transporte rodoviário”, argumenta o deputado.

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