Continuidade do transporte pela Hidrovia Paraguai–Paraná segue indefinida

25121682784_3c711db031_b

O governo federal ainda não tomou nenhuma providência para garantir a continuidade do Acordo de Transporte Fluvial pela Hidrovia Paraguai – Paraná (HPP), assinado pelo Brasil e os vizinhos Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai em 26 de junho de 1992 (Acordo de Santa Cruz de la Sierra).

A informação foi confirmada pelo próprio ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araujo, em resposta a indicação encaminhada, em julho deste ano, pelo deputado federal Gustavo Fruet (PDT/PR) pedindo providências para que o acordo seja renovado.

A interrupção traria sérios prejuízos ao Brasil e, principalmente, ao Paraná, já que parte da produção agrícola do estado é escoada pela HPP para os países vizinhos.

O Oitavo protocolo – firmado em 9 de março de 2018 – prevê que a partir do dia 13 de fevereiro de 2020  a vigência do tratado se torna indefinida.

“Estamos a menos de dois anos do fim do acordo e, segundo o próprio Ministério, a renovação ainda aguarda apreciação do presidente. Esse é um tema que afeta diretamente a já fragilizada  economia do nosso país e deveria ser tratado como prioridade”, afirma Fruet.

A Hidrovia compreende os rios Paraguai e Paraná, desde o município de Cáceres-MT até Nova Palmira, no Uruguai, com aproximadamente 4.000 km de extensão, onde se encontram 21 portos públicos e 89 terminais de uso privado. Sua área de influência nos cinco países impacta 25 milhões de habitantes.

“A importância econômica da Hidrovia Paraguai – Paraná (HPP) é flagrante para todos os países envolvidos, principalmente para o Brasil. Hoje movimentamos aproximadamente 4.5 milhões de toneladas por ano pela HPP. Daí a importância de resolvermos essa questão o mais breve possível”, argumenta o deputado paranaense.

A capacidade de transporte da HPP em alguns trechos chega a permitir que um único comboio 5×5 transporte, de uma só vez, a carga equivalente a 535 vagões ou 750 caminhões.

“O transporte hidroviário é a opção mais racional para o transporte desse tipo de carga. O custo de transporte de graneis sólidos agrícolas pela HPP é metade do custo de se utilizar ferrovias e um quarto do custo imposto pelo transporte rodoviário”, argumenta o deputado.

Confira a íntegra da resposta do Ministério: Tramitacao-INC-718-2019

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *